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Mineração de Bitcoin deixa a placa de vídeo mais cara

Quais são as causas da mineração de bitcoin no meio ambiente e mundo dos games? Escassez de placa de vídeo, maior poluição eletrônica e mais.

Já sabemos: a dificuldade de encontrar placas de vídeo por um preço acessível se deve, principalmente, aos mineradores de criptomoedas. A mineração de Bitcoin é um exemplo disso: sofre aumentos e quedas constantes. Contudo, em apenas um dia teve a valorização de U$ 10 mil, o que significa um aumento maior de 300% em um ano em valorização. Apesar de estar valendo R$ 198.253,4, chegou a custar R$ 220 mil há uma semana atrás.

Um caso curioso sobre o assunto a escassez de placas de vídeo é sobre a estação de 78 placas RTX 3080 encontrada em Las Vegas. A mina de ETH foi divulgada e mostra que conseguem minerar um valor de U$ 198 mil anuais. Além disso, atualmente é um valor que vale cerca de 5,30 bitcoins.

Mineração de Bitcoin deixa a placa de vídeo mais cara

RTX 3080: Uma escassez de estoque

A placa de vídeo havia sido lançada pelo valor de U$ 700. Entretanto, devido a falta de estoque e a alta busca, o valor subiu consideravelmente para U$ 1200 ou até mesmo U$ 1300. Esse preço, atualmente, está na casa dos R$ 6.314,88 com o dólar valendo R$ 5,22. Somando esse valor das placas, a soma final ficaria com um investimento de US$ 90 mil, nada menos que R$ 473.616,00.

O site contabilizou que o consumo de energia da mineração na cidade seria de US$ 2.166. Aumentando cerca de 50% a mais para investir em refrigeração para que as peças não queimem. Usando os 83,57 MH/s  de cada um delas mais o ETH, acredita-se que cada uma faça uma média de  US$ 165 por mês. Fazendo uma soma de tudo isso, ultrapassa rapidamente a faixa dos U$ 12 mil.

Uma coisa é fato: os games devem se preparar para lutar contra os próximos lançamentos. A mineração de bitcoin está cada vez mais forte e causando a escassez: não promete ir embora tão cedo.

Mineração de Bitcoin deixa a placa de vídeo mais cara

Mineração de Bitcoin gasta mais energia que muitos países

Um artigo interessante sobre o assunto foi publicado pelo Brasil 123. No dia 07 de janeiro de 2021, estava custando cerca de R$ 213 mil e a demanda por energia estava intensa. Isso porque para conseguir a criptomoeda, é necessário investir em bons sistemas de ventilação juntamente nas placas de vídeo.

Antes mesmo do Natal, o valor mudou de 86,67 TWh para os 106,92 TWh. Já o MoneyTimes afirma que o consumo atual é de  sete usinas nucleares ou 21,8 milhões de painéis solares fotovoltaicos. Em suma, a rede é formada por 7,46 gigawatts equivalendo a 63,32 terawatts/hora. A mineração de Bitcoin gasta mais que Filipinas, que possui uma demanda com 120 milhões de pessoas com  99,2 TWh. Acredita-se que até o fim de 2021 o valor supere Paquistão: 148,2 TWh e 220,8 milhões de habitantes.

Além de uma necessidade maior de energia, deve-se analisar também os gastos para produzir uma placa de vídeo em escala ambiental. Para isso, é necessário fazer o uso de mineração, que contamina solos e rios deixando-os inférteis. A perda da diversidade é uma das consequências do ato juntamente com o aumento do lixo eletrônico também pode ser um dano fatal para o meio ambiente e o ser humano.

O lixo eletrônico pode causar câncer e comprometimento no sistema nervoso, explica a tese criada em Laboratório de Química Analítica Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), (CARPANEZ, 2007). São mais de 12 toneladas anuais jogadas ao lixo e a mineração de bitcoin apenas aumenta estes aspectos.

Mineração de Bitcoin deixa a placa de vídeo mais cara

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